28 de mai de 2009

Altdeutschen

Nesse sábado (30 de maio) será lançado o livro "Altdeutschen - A história que não foi contada" de Zélia Sell, as 15h no Clube Concórdia.


ALTDEUTSCHEN -" Alemães Antigos de 1829 -A História Que Não Foi Contada " é um resgate que a jornalista e pesquisadora Zélia Sell faz dos pioneiros germânicos chegados ao Paraná, Santa Catarina e São Paulo em 1829. O termo "Altdeutschen" significa "Alemão Antigo" e se refere também a um estilo de móveis em madeira , objetos em estanho, louça , peças de roupa,artesanato em geral e até aforismos dessa época.

Por ocasião dos 180 anos da chegada dos pioneiros alemães em 2009, e já tendo iniciado pesquisa há cerca de 10 anos para "Histórias de Grein", (sobre seus ancestrais, publicada no boletim do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná), a jornalista se surpreendeu com novos documentos que relatavam uma participação ativa da aqui duquesa austríaca (e depois imperatriz brasileira) Dona Leopoldina nessa história. Também da vinda desses colonos como soldados para manterem nossas fronteiras e a independência do Brasil, recém declarada. Como bem retrata a capa do livro "Altdeutschen" (o quadro "Imigrantes" de Arthur Nísio, transformado em um quebra-cabeças onde faltam algumas peças), a reconstituição dessa história é um verdadeiro quebra-cabeças, onde algumas peças ainda podem ser encaixadas.

O livro, será lançado em 30 de maio no Clube Concórdia, em Curitiba, e dia 27 de junho em Rio Negro, Paraná, estará à venda nas livrarias Arcádia (Rua Treze de Maio), LR Livros (Rua Tapajós), na Banca Bom Jesus (Juvevê).

19 de mai de 2009

Hino dos 180 anos da Imigração Alemã

Terça feira, dia 26 de maio de 2009, às 17:00 horas, no Centro de Letras do Paraná (Rua Fernando Moreira, 370), acontecerá a tradicional tarde musical com o concerto didático da ORQUESTRA DE CÂMARA DA PUC: Memorando os 180 anos da Imigração Alemã no Paraná”.

Regência: Paulo Torres

PROGRAMA

Kathleen Evelyn Müller Hino dos 180 anos da Imigração Alemã

Arranjo: Marco de Lazzari Junior

Vocal: Macia Kaiser e Paulo Barato


E mais: Johannes Sebastian Bach

Georg Friedrich Handel

Johannes Pachelbel

Georg Friedrich Handel

Heitor Villa Lobos

Georg Philipp Telemann

Solistas: Márcia Kaiser (soprano) e Zélia Brandão (flauta).

14 de mai de 2009

Jazz Alemão

Até o dia 23 de maio haverá dois aparelhos de MP3 na entrada do Goethe-Institut, em Curitiba, que serão emprestados a quem visitar o espaço. Explica-se: enquanto os olhos poderão visualizar 15 painéis com mais de 30 fotos de músicos de jazz alemães, os ouvidos dos visitantes terão acesso às músicas dos grupos, que encontraram no gênero tipicamente norte-americano o segredo para sair do anonimato.

Concebida pelo Instituto de Jazz de Darmstadt, sob encomenda do Goethe-Institut, a exposição foi apresentada ao público pela primeira vez em 2006 na feira Jazzahead!, na cidade alemã de Bremen. A itinerância pelo mundo ocorre desde 2007. Músicos como Albert Mangelsdorff, Peter Brötzmann e Til Bröner acabam de chegar de Recife eternizados em fotos feitas pela imprensa alemã de épocas diversas. Há também imagens das Big Bands radiofônicas, que deram importante impulso ao gênero no país europeu.

Os painéis descrevem como a cena de jazz se desenvolveu na Alemanha desde anos anos 1920. Mostra como o nazismo negou aquela música, que renasceu junto com a Alemanha nos anos 1950 e 1960, e teve seu período de libertação a partir dos anos 1970”, conta Cláudia Roemmelt, diretora do Goethe-Institut de Curitiba.

As imagens trarão um breve texto explicativo – em português – sobre o período histórico e sobre os músicos, retratados desde o início do século 1920 até os dias atuais. O gênero, na Alemanha, acompanhou os movimentos políticos do país, recriando-se mesmo quando esteve sob a suástica de Hitler.

O jazz começou efetivamente na Alemanha depois da Segunda Guerra Mundial. Nessa época iniciaram-se os cursos de música em escolas superiores de Colônia. A partir daí, se formaram centros autônomos de jazz. Foi assim que o gênero ganhou um sotaque alemão”, explica Claudia.

A queda do Muro de Berlim, em 1989, que marcou a unificação das Alemanhas Oriental e Ocidental, também foi prolífica para o crescimento da cena jazzística. No país reunificado, a capital Berlim tornou-se campo de experimentação de músicos como Joachim Kuhn, Michael Schiefel e Michael Riessler.

Hoje a gama de músicos alemães de jazz é muito grande e há vários selos interessados. Temos uma força na improvisação livre mesclada com influência do rock, do hip-hop e até da música brasileira”, comenta Claudia. O gênero segue, então, seu rumo, fazendo da globalização política um trunfo musical.

Como forma de despedida da exposição – que segue para Porto Alegre – o Mano a Mano Trio irá se apresentar no dia 21 de maio no Goethe-Institut Curitiba. Formado por Sérgio Albach (clarinete), Glauco Solter (contrabaixo) e Vina Lacerda (percussão), o grupo irá executar composições brasileiras e outras de sua própria autoria.

Serviço

Jazz Alemão – Goethe-Institut Curitiba (R. Reinaldino S. de Quadros, 33).
(41) 3262-8244.

FONTE: Gazeta do Povo, por Cristiano Castilho em 29/04/2009.

9 de mai de 2009

180 anos da Imigração Alemã no Paraná


A colônia alemã no Paraná festeja hoje (19/02) 180 anos de imigração. As comemorações na capital e em outras cidades do estado começam agora e prosseguem até dezembro. Em vários locais os descendentes e toda a população vão poder participar de festas e eventos para relembrar costumes e reunir as famílias.

Embora representem apenas 10% de todos os imigrantes que povoaram o estado, os alemães deixaram para os paranaenses fortes traços culturais que são vividos por muitas famílias até hoje. O ex-presidente do Clube Concórdia Hans Klaus Garber é descendente de uma das primeiras famílias de imigrantes que chegaram a Rio Negro, berço da imigração alemã no estado. Seu pai veio da cidade de Hamburgo, na Alemanha, para aproveitar as oportunidades de trabalho. Casou-se com uma alemã e construiu família. Garber, hoje com 85 anos, estudou em escola alemã na cidade e lá aprendeu a língua.

Assim como muitos outros descendentes, para ele a comida é a parte da cultura alemã que mais está incorporada à cultura de quem nasceu e cresceu no estado. “Gosto de todas as comidas típicas. Como sempre que tenho oportunidade”, diz Garber. Ele e 15 amigos, todos descentes de alemães, se reúnem toda quarta-feira para comer comida típica. Assim como viajou pelo Brasil inteiro, ele conta que foi várias vezes à Alemanha para conhecer muitas cidades e a cultura local, pela qual sempre se interessou.


Erva-mate

Quando chegaram ao estado, o principal objetivo dos imigrantes era trabalhar com o cultivo e comércio da erva-mate. De acordo com a jornalista Zélia Maria Nascimento Sell, pesquisadora do Instituto de História e Geografia do Paraná, os alemães chegaram praticamente na mesma época ao Paraná e a Santa Catarina e muitos deles foram para esses locais e lá constituíram família. Além da culinária, a arquitetura e a religião se fincaram no estado e foram transmitidas de uma geração à outra. “Aqui em Curitiba é bem comum comermos a broa e outros pães que são de origem alemã. Em geral, os doces secos, como o strudel, são de lá. A famosa vina [salsicha], que o curitibano conhece tão bem, é originária da palavra wienerwurst, o salsichão alemão”, comenta.

Segundo a pesquisadora, as ruas 13 de Maio, Paula Gomes e Mateus Leme eram conhecidas como a Rua dos Alemães, pois concentrava na região um grande número de imigrantes. “Hoje o Jardim Schaffer (região do bairro da Vista Alegre) ainda tem um grande número de descendentes. Podemos perceber alguns detalhes na arquitetura das casas”, diz Zélia.

Disciplina

O diretor do Hospital da Cruz Vermelha em Curitiba, Lauro Grein Filho, 87 anos, que também é descendente dos primeiros imigrantes, conta que do sangue alemão herdou a disciplina, e foi ela que transmitiu para suas cinco filhas. Alguns hábitos alimentares também foram passados para outras gerações, mas a língua se perdeu com seu pai, que foi o último da família a falar alemão.
Grein e Garder vão participar da solenidade promovida na Assembleia. “A cultura alemã faz parte da nossa tradição, da nossa história e do nosso afeto. Morei em Rio Negro quando criança, cresci em meio aos costumes germânicos”, conta Grein.

Festas

O deputado estadual Elio Lino Rusch, responsável por sugerir e organizar a homenagem, diz que até o fim do ano os municípios de Rio Negro (Sul), Guarapuava (Centro), Marechal Cândido Rondon (Oeste), Palmeira – onde está localizada a Colônia Witmarsum – (Campos Gerais), Missal (Oeste), Rolândia (Norte) e Curitiba terão apresentações de dança e festas típicas. Uma delas é a já tradicional Festa da Cevada, que vem sendo promovida há mais de 20 anos em Guarapuava.

FONTE (texto): Gazeta do Povo, por Anna Simas em 19/02/2009.

3 de mai de 2009

Aluguel de trajes

Trajes fantasia e Dirndl para Oktoberfest, festas a fantasia e eventos:


- Feminino
- Masculino
- Infantil
- Acessórios (coroa de flores, meia, chapéu)









TRAJES A PARTIR DE R$ 40,00.







SOMENTE AOS DOMINGOS. Entre 16h as 19h, com hora marcada.
Entre em contato via Email para locações:
trajesaluguel@gmail.com

Programa Meu Paraná

Neste sábado, dia 02 de maio foi ao ar o programa Meu Paraná especial sobre os 180 anos da imigração alemã no Paraná.
O programa contou a história dos primeiros imigrantes que chegaram ao Paraná e suas tradições, que são mantidas até hoje através do idioma, culinária, danças e costumes.
O programa pode ser visto pela internet no site da RPC.

Assista aqui ao terceiro bloco com a participação do Concordias Germanische Volkstanzgruppe.